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Lucas Freire, psicólogo baiano, discute exaustão e saúde mental na Bienal de São Paulo

Referência nacional em Playfulness, Lucas Freire participa de mesas e palestra no dia 13 de setembro


O psicólogo, professor, escritor e palestrante baiano Lucas Freire integra a programação oficial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, onde levará ao público reflexões sobre exaustão, saúde mental, criatividade e a necessidade de resgatar a leveza na vida cotidiana.

Autor de “Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário”, da Buzz Editora, Freire participará de três atividades durante o evento no dia 13 de setembro. No sábado, ele participa de duas atividades: às 10h, no Salão de Ideias, estará na mesa “Cultura da performance: só a expressão já nos deixa exaustos”; e, das 17h às 18h, apresenta a palestra “Exaustos: por que estamos tão esgotados?”, no Espaço Saúde e Bem-estar.


A participação acontece em um momento em que o esgotamento ganhou proporções preocupantes no país. Em “Exaustos”, o psicólogo identifica a chamada “neuroprisão”, conceito que utiliza para explicar como a mente é submetida diariamente a estímulos incessantes.

Dependência digital, scrolling, FOMO (medo de ficar de fora), cultura da performance e excesso de exposição às telas são alguns dos comportamentos analisados pelo autor.
Como contraponto a esse modelo, Freire apresenta o Playfulness, ou “espírito lúdico”, conceito que vai além da ideia de brincar e está relacionado à curiosidade, espontaneidade, criatividade e capacidade de se envolver de maneira mais livre com a vida. A proposta é recuperar essas características como ferramentas para desenvolver resiliência, estimular a neuroplasticidade e enfrentar desafios com mais leveza.


Com mais de 20 anos de atuação na área de saúde mental, Lucas Freire já realizou mais de 2 mil eventos e impactou mais de 100 mil pessoas. Pioneiro no estudo da Ciência do Playfulness no Brasil, o baiano também é autor de Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa e O Leão da Bochecha de Balão e a redescoberta do Play. Ele é o primeiro profissional brasileiro reconhecido pelo National Institute for Play (NIFPlay).


A presença na Bienal representa uma oportunidade para o autor ampliar o debate sobre um tema cada vez mais presente na vida de brasileiros de diferentes gerações: como desacelerar em uma sociedade que transforma produtividade, disponibilidade e performance em medidas de valor pessoal.

Redação
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