Pular para o conteúdo

De Salvador para o consultório: Naturalidade e individualização ganharam espaço nas cirurgias de face e mama

Dr. Marco Aurélio Guidugli acompanhou no 5º Congresso Nacional BAPS discussões sobre técnicas de cirurgia facial e mamária em um momento em que dados internacionais apontam crescimento dos procedimentos de rejuvenescimento, lifting e remodelamento
Salvador recebeu, entre os dias 17 e 19 de setembro, o 5º Congresso Nacional BAPS, encontro que reuniu cirurgiões plásticos para discutir técnicas, casos complexos, protocolos e diferentes abordagens da especialidade.


Entre os participantes esteve o cirurgião plástico Dr. Marco Aurélio Guidugli, que acompanhou especialmente as programações dedicadas às cirurgias de face e mama – duas áreas que ocupam espaço importante em sua prática profissional.


A programação do congresso incluiu plenárias específicas de face e mama, além de cirurgia ao vivo de face e atividades voltadas à discussão de técnicas e condutas.
Os dados internacionais apresentados a seguir não são conteúdos atribuídos ao congresso. Eles entram como contexto externo para mostrar por que face e mama estão no centro das discussões contemporâneas da cirurgia plástica.


A FACE VOLTA AO CENTRO DA CIRURGIA PLÁSTICA


Segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), mais de 7,4 milhões de procedimentos cirúrgicos de face e cabeça foram realizados em todo o mundo em 2024. A blefaroplastia ultrapassou 2,1 milhões de procedimentos, enquanto o facelift e a enxertia de gordura facial também apresentaram crescimento.


Nos Estados Unidos, dados divulgados pela American Society of Plastic Surgeons (ASPS) mostram avanço recente em procedimentos de rejuvenescimento facial, como facelift, lifting de pescoço, lifting de sobrancelhas e enxertia de gordura facial.


Para o Dr. Marco Aurélio Guidugli, os números ajudam a contextualizar uma mudança já percebida no consultório: a procura por rejuvenescimento sem descaracterização.
“Hoje existe uma preocupação muito maior em rejuvenescer sem modificar a identidade. A cirurgia facial evoluiu bastante justamente nesse sentido: entender as estruturas profundas, os volumes e as proporções do rosto para que o resultado não pareça artificial”, explica.


“Quando falamos de cirurgia facial moderna, estamos falando de planejamento individualizado. O objetivo é que o paciente pareça mais descansado e rejuvenescido, mas continue se reconhecendo no espelho.”


MENOS PADRÃO, MAIS PROPORÇÃO NAS CIRURGIAS MAMÁRIAS


Nas cirurgias mamárias, o movimento segue uma direção semelhante. Dados recentes da ASPS mostram crescimento das mastopexias e das reduções mamárias, reforçando uma tendência de busca por proporção, conforto e resultado individualizado, e não apenas por aumento de volume.


“Durante muitos anos, quando se falava em cirurgia de mama, havia uma associação quase automática ao aumento com prótese. Hoje essa conversa é muito mais ampla. Há pacientes que querem levantar, reduzir, remodelar ou recuperar a forma depois da gestação ou de uma grande perda de peso”, afirma Guidugli.


“Não existe uma mama ideal que sirva para todas as mulheres. Existe uma indicação adequada para cada paciente.”


BRASIL SEGUE ENTRE OS PROTAGONISTAS


O Brasil permanece em posição de destaque na cirurgia plástica mundial. Dados da ISAPS referentes a 2024 colocam o país entre os maiores mercados globais de procedimentos estéticos e entre os líderes em número de cirurgias.
Esse protagonismo reforça a importância da atualização científica e da troca entre especialistas.


“Participar de um encontro como esse permite acompanhar diferentes formas de resolver um mesmo problema, discutir casos complexos e entender como outros profissionais estão trabalhando. Mesmo depois de muitos anos de profissão, a atualização faz parte da cirurgia plástica”, afirma Guidugli.


NATURALIDADE COMO PONTO DE ENCONTRO


Apesar das diferentes técnicas e possibilidades, face e mama parecem convergir hoje para uma mesma direção: resultados mais individualizados.


Na face, isso significa preservar expressões, características e identidade. Na mama, significa buscar equilíbrio entre formato, volume, sustentação e proporção corporal.
Mais do que seguir tendências estéticas passageiras, a discussão atual da cirurgia plástica passa cada vez mais pelo planejamento.


E, para quem acompanhou de perto essas mudanças, o avanço técnico precisa caminhar junto com um conceito que aparentemente veio para ficar: o melhor resultado não é necessariamente o que mais transforma, mas aquele que respeita quem o paciente já é.

Redação
AUTORIA

Redação